Em assembleias de condomínios por toda Balneário Camboriú, é comum surgir um impasse quando a gestão atual não agrada: “Devemos contratar uma nova administradora ou chamar um síndico profissional?”.
Essa dúvida, embora legítima, parte de uma premissa equivocada: a de que é preciso escolher um ou outro. Na verdade, no ecossistema condominial moderno, administradora e síndico profissional são peças de naturezas diferentes que, quando encaixadas, formam a gestão perfeita.
Muitos moradores acreditam que, ao contratar um síndico profissional, a administradora se torna dispensável, vendo isso como uma forma de economia. Esse é um erro perigoso que pode sobrecarregar o gestor e colocar o condomínio em risco fiscal e jurídico.
Neste artigo, a Amorim Contabilidade e Condomínio vai dissecar as responsabilidades de cada um, explicar onde as funções se tocam (mas não se sobrepõem) e mostrar qual é o modelo ideal para garantir a valorização do seu patrimônio.
O que faz a administradora
A administradora é o “motor” do condomínio. Ela é uma empresa (Pessoa Jurídica) contratada para executar as tarefas burocráticas, contábeis, financeiras e de departamento pessoal. Ela é a estrutura de back-office.
O papel da administradora de condomínios em Balneário Camboriú é dar segurança e continuidade aos processos. Síndicos vêm e vão (sejam moradores ou profissionais), mas a administradora mantém o histórico e a operação rodando.
Entre as principais funções da administradora, destacam-se:
- Gestão Financeira: Emissão de boletos, controle de inadimplência, pagamento de contas e conciliação bancária.
- Contabilidade e Fiscal: Apuração de impostos, envio de obrigações ao governo (eSocial, Reinf, DIRF) e elaboração do balancete mensal.
- Departamento Pessoal: Gestão de folha de pagamento, férias, benefícios e contratação/demissão de funcionários ou terceirizados.
- Suporte Legal: Orientação sobre a legislação vigente para evitar multas e processos.
- Atendimento ao Morador: Envio de comunicados, gestão de reservas de áreas comuns e emissão de segunda via de taxas.
A administradora não toma decisões políticas (como escolher a cor da fachada ou decidir demitir o zelador por conta própria). Ela executa o que foi decidido pelo síndico e pela assembleia, garantindo que essa execução esteja dentro da lei.
O que faz o síndico profissional
O síndico profissional é o “piloto” do condomínio. Ele é uma Pessoa Física (ou empresa especializada representada por uma pessoa) eleita em assembleia para exercer a representação legal do condomínio (Art. 1.348 do Código Civil). Ele é o front-office, a face visível da gestão.
Diferente do síndico morador, que faz o trabalho de forma voluntária e nas horas vagas, o síndico profissional é remunerado e tem a gestão condominial como ofício. Ele traz bagagem técnica, imparcialidade e tempo dedicado.
Suas principais funções são:
- Tomada de Decisão: Decidir prioridades de gastos, autorizar compras e gerir crises.
- Gestão de Conflitos: Mediar brigas entre vizinhos com imparcialidade (já que ele não mora no prédio e não é “amigo” de ninguém).
- Fiscalização: Acompanhar obras, verificar se a limpeza está sendo feita, cobrar postura dos funcionários.
- Representação Legal: Responder civil e criminalmente pelo condomínio perante a justiça e órgãos públicos.
- Liderança: Conduzir assembleias e liderar a equipe de funcionários.
O síndico profissional não deve perder tempo calculando folha de pagamento ou imprimindo boletos. O tempo dele é caro e deve ser usado na gestão estratégica e na resolução de problemas in loco.
Quando contratar apenas o síndico profissional
Este é um cenário extremamente raro e, via de regra, não recomendado para condomínios médios ou grandes.
A contratação isolada do síndico profissional (sem administradora) só costuma funcionar em condomínios muito pequenos (ex: 4 a 8 unidades), onde a movimentação financeira é mínima e a contabilidade pode ser feita por um contador simples (externo), sem necessidade de um sistema de gestão condominial robusto.
Mesmo assim, o síndico profissional precisará de um contador para gerar as guias de impostos e a folha de pagamento. Se ele tentar fazer tudo sozinho (gestão + burocracia), ele fatalmente falhará em uma das pontas: ou deixará a desejar na presença no condomínio, ou cometerá erros na documentação contábil.
Quando contratar apenas a administradora
Este é o cenário clássico: condomínio com Síndico Morador + Administradora.
Funciona muito bem quando há um morador com perfil de liderança, tempo disponível e disposição para assumir a responsabilidade legal. Nesse caso, a administradora entra com todo o suporte técnico e consultivo, tirando o peso operacional das costas do morador.
A administradora cuida da papelada, e o síndico morador cuida da convivência e das decisões. É um modelo econômico (pois o síndico morador geralmente recebe apenas isenção da cota) e eficiente, desde que a administradora seja proativa e o síndico seja engajado.
O melhor cenário: os dois juntos
Para condomínios que buscam excelência, profissionalismo total e valorização patrimonial acelerada, a combinação Síndico Profissional + Administradora de Qualidade é imbatível.
Por que essa dupla funciona tão bem?
- Foco no Core Business: O síndico foca na gestão de pessoas e manutenção; a administradora foca na gestão de dados e dinheiro. Ninguém fica sobrecarregado.
- Dupla Checagem (Compliance): A administradora audita as decisões do síndico (verificando se há saldo para uma compra, por exemplo), e o síndico audita a prestação de contas da administradora. Isso gera transparência absoluta.
- Imparcialidade e Técnica: Você elimina o “jeitinho” e a política de vizinhança. Tudo é tratado de forma profissional.
- Segurança Jurídica: O síndico traz a experiência de campo, e a administradora traz a blindagem contábil e legal.
Em Balneário Camboriú, onde temos empreendimentos de alta complexidade (Home Clubs, arranha-céus), tentar operar sem um desses dois pilares é uma economia que custa caro. Uma gestão condominial eficiente exige quatro mãos competentes.
Como a Amorim apoia síndicos profissionais
Muitos síndicos profissionais indicam a Amorim Contabilidade e Condomínio porque entendemos a rotina deles. Sabemos que o síndico profissional atende 5, 10, às vezes 15 condomínios. Ele precisa de agilidade.
Nós oferecemos uma parceria estratégica para gestores profissionais que inclui:
- Relatórios em Tempo Real: Para que ele possa responder ao conselho imediatamente.
- Atendimento Prioritário: Um canal direto para resolver emergências, sem passar por call centers.
- Autonomia Digital: App completo para que ele aprove pagamentos e verifique pendências pelo celular, entre uma visita e outra.
- Suporte na Assembleia: Preparação completa do material de apresentação, para que a assembleia do síndico seja um show de organização.
Nós não competimos com o síndico profissional; nós somos a estrutura que permite a ele escalar seu negócio e atender mais condomínios com qualidade.
Conclusão: Some, não divida
A pergunta não deve ser “Administradora OU Síndico Profissional”, mas sim “Como alinhar os dois para o bem do meu condomínio?”.
Se o seu condomínio sofre com brigas internas, falta de tempo do síndico morador ou gestão amadora, considerar a contratação de um síndico profissional é um ótimo passo. Mas lembre-se: para que ele brilhe e entregue resultados, ele precisará de uma retaguarda sólida.
Na Amorim, estamos prontos para ser essa base, seja apoiando o síndico morador ou dando suporte de elite para o síndico profissional.
Quer entender como nossa estrutura se adapta à necessidade do seu condomínio? Fale conosco e combine as melhores soluções.
FAQ: Perguntas Frequentes
Administradora substitui síndico?
Jamais. Todo condomínio é obrigado por lei a ter um síndico (Art. 1.347 do Código Civil). A administradora é uma mandatária do síndico, contratada para auxiliar nas funções administrativas. A responsabilidade legal final é sempre do síndico.
Síndico profissional é obrigado em BC?
Não há lei que obrigue. A escolha entre síndico morador ou profissional é exclusiva da Assembleia de Condôminos. Porém, devido à complexidade dos prédios em Balneário Camboriú, a tendência de profissionalização é muito forte.
Quanto ganha um síndico profissional?
O valor varia conforme o número de unidades, horas dedicadas, complexidade do condomínio e valor da taxa condominial. Geralmente, cobra-se entre 2 a 5 salários mínimos para condomínios médios, ou valores personalizados para grandes empreendimentos. O portal SíndicoNet explica como atua um síndico profissional e detalha as faixas de remuneração do mercado.
Condomínio precisa dos dois?
Legalmente, o condomínio precisa de um síndico e de serviços de contabilidade (que podem ser feitos por um contador autônomo ou uma administradora). Na prática, para ter segurança, agilidade e acesso a tecnologia (apps, boleto digital), a contratação de uma administradora é indispensável, independentemente do tipo de síndico.

